*06 de
abril de 1726 - V16 de outubro de 1755
Quando
contamos a vida de algum santo, tentamos demostrar que ele não nasceu
predestinado à santidade. Embora não encontremos na vida de São Geraldo nada
que fosse contrário à sua caminhada para Deus, sabemos que ele travou uma luta
grande para se tornar religioso a alcançar a perfeição. Aos 22 anos pensou em
se consagrar a Deus, vivendo numa comunidade religiosa. Ele tenta ingressar nos
padres Capuchinhos, mas, os padres não o acolheu por ter a saúde frágil. Por duas vezes foi rejeitado pelos padres
redentoristas que pregavam as missões. Vejam a insistência de São Geraldo.
Na
porta de seu pequeno quarto havia um escrito que dizia: “Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer e enquanto quiser!”.
Ele compreendeu que a vontade divina era simplesmente poder amar gratuita e
eternamente todo ser humano. São Geraldo deixou-se possuir por esse amor,
identificou-se com ele e passou a irradiar esse amor a todas as pessoas que com
ele conviviam ou com ele se encontravam.
Desde
o primeiro momento que Geraldo pisou o chão do convento ele sabia que ali era o
seu lugar. Mas nem tudo na vida religiosa é luz e alegria. Muitas vezes os
religiosos também são testados no sofrimento. Geraldo viveu a experiência da
Cruz quando foi perseguido e caluniado. Durante três anos viveu na solidão
religiosa de seu convento. Seu superior, vendo seu crescimento espiritual, quis
prova-lo. Por isso o mantinha “sob mão de ferro” e o proibiu de sair de casa.
No silêncio, na oração e no trabalho ele cultivava a comunhão com Deus. Somente
depois dos votos ele começa a acompanhar os missionários. Geraldo evangelizava
por seu exemplo e por seu carinho no acolhimento das pessoas. Com suas palavras
e com seu testemunho ele convertia não só algumas pessoas, mas povoados
inteiros. Certo dia, Geraldo fora caluniado por uma jovem, ela o acusou de ter
tido uma aventura amorosa com outra pessoa. Ele recebeu uma severa punição: foi
proibido de sair de casa e de comungar. Ele passou dias terríveis. Recolhido em
seu convento, sem poder comungar, viveu dias de profunda angustia. Certo dia, a
jovem que o havia caluniado, devido uma grave doença e atormentada pelo
remorso, decidiu falar a verdade. Sem guardar mágoas nem ressentimentos, ele
retomou sua vida missionária, ao lado do povo que ele tanto amava. São Geraldo
conservou por toda a sua vida uma pureza e simplicidade, tanto na devoção a
Nossa Senhora como no relacionamento com as pessoas. Geraldo sempre viu em
Maria o modelo de quem se deixa guiar pelo Espírito Santo, sabe fazer a vontade
de Deus, e se coloca a serviço de todos.
Renato Aparecido Ferraz Pelisson - Seminarista
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