segunda-feira, 22 de outubro de 2012

São Geraldo Majela


*06 de abril de 1726 - V16 de outubro de 1755

Quando contamos a vida de algum santo, tentamos demostrar que ele não nasceu predestinado à santidade. Embora não encontremos na vida de São Geraldo nada que fosse contrário à sua caminhada para Deus, sabemos que ele travou uma luta grande para se tornar religioso a alcançar a perfeição. Aos 22 anos pensou em se consagrar a Deus, vivendo numa comunidade religiosa. Ele tenta ingressar nos padres Capuchinhos, mas, os padres não o acolheu por ter a saúde frágil.  Por duas vezes foi rejeitado pelos padres redentoristas que pregavam as missões. Vejam a insistência de São Geraldo. 
            Na porta de seu pequeno quarto havia um escrito que dizia: “Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer e enquanto quiser!”. Ele compreendeu que a vontade divina era simplesmente poder amar gratuita e eternamente todo ser humano. São Geraldo deixou-se possuir por esse amor, identificou-se com ele e passou a irradiar esse amor a todas as pessoas que com ele conviviam ou com ele se encontravam.
            Desde o primeiro momento que Geraldo pisou o chão do convento ele sabia que ali era o seu lugar. Mas nem tudo na vida religiosa é luz e alegria. Muitas vezes os religiosos também são testados no sofrimento. Geraldo viveu a experiência da Cruz quando foi perseguido e caluniado. Durante três anos viveu na solidão religiosa de seu convento. Seu superior, vendo seu crescimento espiritual, quis prova-lo. Por isso o mantinha “sob mão de ferro” e o proibiu de sair de casa. No silêncio, na oração e no trabalho ele cultivava a comunhão com Deus. Somente depois dos votos ele começa a acompanhar os missionários. Geraldo evangelizava por seu exemplo e por seu carinho no acolhimento das pessoas. Com suas palavras e com seu testemunho ele convertia não só algumas pessoas, mas povoados inteiros. Certo dia, Geraldo fora caluniado por uma jovem, ela o acusou de ter tido uma aventura amorosa com outra pessoa. Ele recebeu uma severa punição: foi proibido de sair de casa e de comungar. Ele passou dias terríveis. Recolhido em seu convento, sem poder comungar, viveu dias de profunda angustia. Certo dia, a jovem que o havia caluniado, devido uma grave doença e atormentada pelo remorso, decidiu falar a verdade. Sem guardar mágoas nem ressentimentos, ele retomou sua vida missionária, ao lado do povo que ele tanto amava. São Geraldo conservou por toda a sua vida uma pureza e simplicidade, tanto na devoção a Nossa Senhora como no relacionamento com as pessoas. Geraldo sempre viu em Maria o modelo de quem se deixa guiar pelo Espírito Santo, sabe fazer a vontade de Deus, e se coloca a serviço de todos.

            Que nós vivendo este mês missionário e a festa deste grande santo, possamos também deixar Deus realizar a sua vontade em nossa vida, que saibamos amar a todos que passam por nossas vidas e a testemunhar tudo àquilo que Deus realizou em nossas vidas. 


Renato Aparecido Ferraz Pelisson - Seminarista

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