segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

“Eis aqui a serva do Senhor”


Prezados irmãos e irmãs:

Falar de Maria é falar de serviço, não em prol de si mesmo, mas dos outros.

Falar de Maria é ser humilde, não no sentido de atentar contra a própria dignidade, humilhar-se pura e simplesmente. Mas humilhar-se perante Aquele que é o nosso Tudo, o Senhor; para quem “nada é impossível”, nas palavras do Anjo Gabriel.

Falar de Maria é alegrar-se ao receber uma missão do Senhor, um encargo, não um fardo. Pois Ele não nos impõe fardos impossíveis de carregar. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1, 28).

Falar de Maria é ouvir, meditar, mais que falar. É enraizar no coração o Sumo Bem, contrariando a mentalidade da maioria de nós, que procura ter e ser, além do que pode suportar e, muitas vezes, em detrimento das necessidades dos nossos irmãos e irmãs à margem da sociedade capitalista e materialista. “Ela perturbou-se com as palavras do anjo e começou a pensar qual seria o significado da saudação” (Lc 1,29).

Falar de Maria é receber o Espírito Santo e aceitá-Lo. Aceitar Sua sabedoria, Sua inspiração, como ela fez, livre e consciente, Naquele que renova todas as coisas em Jesus. Ele nos ajuda a conhecer e partilhar a eternidade com a Trindade Santa. “ O espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc. 1, 35).

Falar de Maria é aceita-la como Mãe do Filho de Deus, Mãe de Deus. É falar de sua Imaculada Conceição, cujo último dia 08, a celebramos. Lembremos que naquele dia celebramos também o 68º aniversário de nossa paróquia. A Imaculada Conceição foi nossa padroeira de 1943 a 1955, quando, então, foi substituída pela atual, Nossa Senhora da Paz.

Falar de Maria é falar Daquela que abençoou o PIME e os nossos irmãos “missionários” estrangeiros, particularmente os italianos, que doaram suas vocações sacerdotais, em todas as nuances da vida: alegrias, tristezas, saúde e doença. Abençoou-os nos 63 anos dedicados à nossa paróquia.

Falar de Maria é falar de Jesus. São inseparáveis. Não iguais, porém. Jesus, mais do que ninguém, sabe de nossos anseios, de nossas necessidades.

Nesse 4º Domingo do Advento, encerramos este período litúrgico admirável, que nos ajudou a esperar e preparar-mo-nos para a chegada do Salvador. As três personagens bíblicas principais que foram nossos “mentores” litúrgicos durante este tempo: Isaias, João e Maria, nos proporcionaram temas de alegria, mas também de alerta. Aprendemos com eles a vigiar, em oração, partilha e solidariedade.

Repitamos a todo o momento as sábias palavras da Jovem Maria: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a Tua Palavra”. O Senhor está para chegar, já se cumpre a profecia...

Rezemos: Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre, Jesus. Santa Maria, Roga por nós, pecadores, agora e na hora na nossa morte, Amém!

Desça sobre todos vocês, a benção de Deus, Todo-Poderoso.

Pai, Filho e Espírito Santo, Amém!

Até a próxima!

Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã

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