sábado, 31 de dezembro de 2011

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS


Caríssimos irmãos e irmãs:

Louvado seja Deus que permitiu que estejamos novamente nos comunicando.

Uma das orações mais piedosas e populares, as Ladainhas de Nossa Senhora, evoca inúmeros títulos de Maria: Rainha dos Apóstolos, Arca da Aliança, Torre de Marfim, Virgem Poderosa, Casa de Ouro, Torre de Davi, Espelho de Justiça, Sede de Sabedoria, entre tantos. Mas um título se destaca e cremos que seja o mais importante, o mais universal: MÃE DE DEUS. Título este derivado da proclamação do dogma pelo Concílio de Éfeso, no ano de 431, sob o Papa Clementino.

“Deus enviou seu filho, nascido de mulher” (segunda leitura). Com esta expressão, São Paulo destaca o relacionamento íntimo entre a divindade e a nossa humanidade, por meio de Maria. Por derradeiro, ela enaltece a figura feminina, maternal, amorosa e carinhosa de Deus, em contraposição ao poder opressivo paterno, realçado no Antigo Testamento. 

Há alguns dias conversamos sobre como “falar de Maria”. Relembremos. São exemplos do real discipulado cristão: do serviço ao próximo; ser humilde sem perder a dignidade; ser missionária; saber ouvir e meditar, mais que falar.

Falar de Maria, é falar de paz; ela gerou o Príncipe da Paz. Jesus trouxe a paz ao mundo, a todas as nações, sem exclusões e privilégios. 

Trouxe-nos a paz interior, ensinando-nos a sermos livres, não somente da violência íntima, mas também do egoísmo, que nos são inatos. Trouxe-nos a paz exterior, quando nos ensina a chamarmos todos de irmãos, sermos partícipes dos destinos uns dos outros, a despeito das dificuldades inerentes à nossa natureza.

Ao tomarmos consciência de nossa verdadeira humanidade – filhos e filhas do HOMEM, seremos capazes de modificar atitudes paradoxas, que, não corrigidas, podem nos conduzir para longe de Deus. Vejamos alguns exemplos: 

1) Temos casas maiores e famílias menores;
2) Mais conforto e menos tempo; 
3) Maior conhecimento e menor capacidade de julgamento;
4) Bebemos, fumamos e desperdiçamos demasiado; porém, rimos pouco.
5) Lemos muito pouco, vemos televisão demais e oramos igualmente pouco;
6) Multiplicamos nosso patrimônio, contudo, reduzimos nossos valores;
7) Falamos muito, amamos demasiado pouco e odiamos muito frequentemente;
8) Aprendemos a ganhar a vida, mas não vivê-la;
9) Conseguimos ir à Lua e voltar, mas relutamos em atravessar a rua e conhecer um novo vizinho;
10) Está se tornando comum termos dois ordenados e mais divórcios; casas luxuosas e lares desfeitos.

Amigos e amigas, peçamos ajuda a Maria, a fim de que suplantemos esses infortúnios que nós mesmos criamos; que possamos ser mais divinos. Por intermédio da Mãe, o Senhor comunica a vida plena e nos liberta de todas as ilusões. Sejamos imitadores dos pastores que receberam a mensagem angelical acerca do nascimento de Jesus: “Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino... e todos se maravilhavam”.

Que o ano de 2012 seja de muita sobriedade, harmonia, saúde e muita oração.

O Senhor vos abençoe e vos guarde; 

Faça brilhar sobre vós a sua face e se compadeça de vós;

O Senhor volte para vós o Seu rosto e vos dê a paz.

Até a próxima!

Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã

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