Prezados irmãos e irmãs:
Esporadicamente, quando o tempo chuvoso nos permite, vislumbramos belíssimos espetáculos no céu: nuvens contrastando várias cores, entre o negro da alta densidade ao vermelho intenso, permeado de azul celeste, refletindo um por-do-sol maravilhoso. A partir deste crepúsculo estonteante imagina-se um cenário perfeito da própria segunda vinda do Senhor Jesus, como numa visão apocalíptica. Deve ter sido esta visão que inspirou o famoso artista Michelangelo, ao pintar o teto da Capela Sistina no Vaticano.
Tão extremamente belo que o Julgamento Final não nos parecerá ser terrível como querem imaginar alguns, mas como justiça perfeita e brandura: Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! (cf. Mateus 25,34). O Juiz que nos revela a verdade de cada um é o mesmo pastor que cuida com ternura e força, de cada ovelha, como se fosse uma filha (cf. Ezequiel 34, 11-12).
Protagonizado no capítulo 25 do Evangelho de Mateus, que a liturgia nos propõe para o próximo domingo, o Dia do Juízo é a conclusão derradeira sobre nosso comportamento como criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus; como deve ser nossa opção de vida. Isto, o Senhor Jesus, por meio das leituras dos Evangelhos nas celebrações eucarísticas dominicais, incansavelmente nos ensinou durante todo o ano litúrgico, que se encerra exatamente com a solenidade de Cristo Rei. Ser o sal da terra e a luz do mundo, graças que recebemos no batismo, comporta atitudes de solidariedade para com os irmãos e irmãs mais necessitadas, desprovidas de dignidade e de justiça.
Matar a fome e a sede não se restringe somente à materialidade. Há muitos esfomeados e sedentos de paz, simplicidade, amor e harmonia. Nos ambientes em que vivemos, não raramente sufocados pelo materialismo e relativismo arraigados na sociedade contemporânea, felizes aqueles que os contrariam, procurando transformar o mundo em realidade mais humana, sem discursos vazios, sem apologias, sem hipocrisias.
Ser forasteiro em uma terra estranha e ser bem acolhido ... que sensação maravilhosa. Ser aconchegado na própria casa, então... Quantas famílias tem, entre os seus membros, verdadeiros “forasteiros / estranhos”. Irmãos que não se entendem; pais que não conseguem dispensar autoridade e amizade aos filhos, pois os têm em forma precária. Não compreenderam o sublime sentido da correção fraterna, não acolheram a mensagem de “ser família”, desenvolvida pelo sacramento do matrimônio, quando o noivo e a noiva consentem-se em doar-se por toda a vida.
“Estava nu e me vestistes”. Não se trata somente de vestimentas físicas. Muitos de nós somos “nus”, despidos de conselho, sabedoria, temor de Deus, fracos na fé. Aqueles que estão revestidos desses “dons”, devem reparti-los. São Paulo escreveu: “Nós, os fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não buscar só o que nos agrada”. (cf. Romanos 15,1) . Por que ainda relutamos em repartir? Por que os retemos somente para nosso bem-estar? Ajudemos a cobrir a nudez dos pequeninos, “porque deles é o Reino dos Céus”.
Estive doente ou preso e necessitava de visita. Que belo trabalho desempenham as pessoas – solitárias ou engajadas em pastorais ou instituições, que cuidam dos nossos irmãos e irmãs nos hospitais, asilos, orfanatos, leprosários, casas de recuperação de drogas e alcoolismo ... Quantas outras instituições solidárias praticam a caridade com recursos ínfimos, confiando que a Providência ilumine aqueles afortunados que se interessam em contribuir para a suas manutenções. Benditos aqueles que exercem a paciência cristã, com ajuda material e espiritual, visitando os irmãos e irmãs presos nas cadeias, presídios e similares, em condições subumanas.
Amigos e amigas, façamos por merecer para sermos colocados, no Dia do Julgamento, à direita do Senhor Ressuscitado, o Primogênito do Pai, o novo Adão. Que sejamos contados entre os “cordeiros”. Ele nos indicou o “caminho”, nos deu as “dicas”, as tarefas para cumprirmos, com um único objetivo: partilharmos de Sua vida eterna, “ … onde Ele enxugará toda lágrima dos nossos olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram ...” (Ap 21,4)
Excelente semana a todos! Até a próxima!
Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã
Esporadicamente, quando o tempo chuvoso nos permite, vislumbramos belíssimos espetáculos no céu: nuvens contrastando várias cores, entre o negro da alta densidade ao vermelho intenso, permeado de azul celeste, refletindo um por-do-sol maravilhoso. A partir deste crepúsculo estonteante imagina-se um cenário perfeito da própria segunda vinda do Senhor Jesus, como numa visão apocalíptica. Deve ter sido esta visão que inspirou o famoso artista Michelangelo, ao pintar o teto da Capela Sistina no Vaticano.
Tão extremamente belo que o Julgamento Final não nos parecerá ser terrível como querem imaginar alguns, mas como justiça perfeita e brandura: Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! (cf. Mateus 25,34). O Juiz que nos revela a verdade de cada um é o mesmo pastor que cuida com ternura e força, de cada ovelha, como se fosse uma filha (cf. Ezequiel 34, 11-12).
Protagonizado no capítulo 25 do Evangelho de Mateus, que a liturgia nos propõe para o próximo domingo, o Dia do Juízo é a conclusão derradeira sobre nosso comportamento como criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus; como deve ser nossa opção de vida. Isto, o Senhor Jesus, por meio das leituras dos Evangelhos nas celebrações eucarísticas dominicais, incansavelmente nos ensinou durante todo o ano litúrgico, que se encerra exatamente com a solenidade de Cristo Rei. Ser o sal da terra e a luz do mundo, graças que recebemos no batismo, comporta atitudes de solidariedade para com os irmãos e irmãs mais necessitadas, desprovidas de dignidade e de justiça.
Matar a fome e a sede não se restringe somente à materialidade. Há muitos esfomeados e sedentos de paz, simplicidade, amor e harmonia. Nos ambientes em que vivemos, não raramente sufocados pelo materialismo e relativismo arraigados na sociedade contemporânea, felizes aqueles que os contrariam, procurando transformar o mundo em realidade mais humana, sem discursos vazios, sem apologias, sem hipocrisias.
Ser forasteiro em uma terra estranha e ser bem acolhido ... que sensação maravilhosa. Ser aconchegado na própria casa, então... Quantas famílias tem, entre os seus membros, verdadeiros “forasteiros / estranhos”. Irmãos que não se entendem; pais que não conseguem dispensar autoridade e amizade aos filhos, pois os têm em forma precária. Não compreenderam o sublime sentido da correção fraterna, não acolheram a mensagem de “ser família”, desenvolvida pelo sacramento do matrimônio, quando o noivo e a noiva consentem-se em doar-se por toda a vida.
“Estava nu e me vestistes”. Não se trata somente de vestimentas físicas. Muitos de nós somos “nus”, despidos de conselho, sabedoria, temor de Deus, fracos na fé. Aqueles que estão revestidos desses “dons”, devem reparti-los. São Paulo escreveu: “Nós, os fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não buscar só o que nos agrada”. (cf. Romanos 15,1) . Por que ainda relutamos em repartir? Por que os retemos somente para nosso bem-estar? Ajudemos a cobrir a nudez dos pequeninos, “porque deles é o Reino dos Céus”.
Estive doente ou preso e necessitava de visita. Que belo trabalho desempenham as pessoas – solitárias ou engajadas em pastorais ou instituições, que cuidam dos nossos irmãos e irmãs nos hospitais, asilos, orfanatos, leprosários, casas de recuperação de drogas e alcoolismo ... Quantas outras instituições solidárias praticam a caridade com recursos ínfimos, confiando que a Providência ilumine aqueles afortunados que se interessam em contribuir para a suas manutenções. Benditos aqueles que exercem a paciência cristã, com ajuda material e espiritual, visitando os irmãos e irmãs presos nas cadeias, presídios e similares, em condições subumanas.
Amigos e amigas, façamos por merecer para sermos colocados, no Dia do Julgamento, à direita do Senhor Ressuscitado, o Primogênito do Pai, o novo Adão. Que sejamos contados entre os “cordeiros”. Ele nos indicou o “caminho”, nos deu as “dicas”, as tarefas para cumprirmos, com um único objetivo: partilharmos de Sua vida eterna, “ … onde Ele enxugará toda lágrima dos nossos olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram ...” (Ap 21,4)
Excelente semana a todos! Até a próxima!
Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã
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