Aniversário do massacre na catedral de Bagdá
ROMA, sexta-feira, 4 de novembro de 2011 (ZENIT.org) – A Igreja no Iraque se dispõe a coletar informação para um eventual início do processo de canonização dos dois sacerdotes massacrados no ano passado na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na capital do país.
Centenas de cristãos estiveram no dia 31 de outubro na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para a missa em sufrágio dos defuntos, cujo massacre aconteceu há exatamente um ano, quando um grupo de extremistas islâmicos ligados à Al-Qaeda matou 44 fiéis, 7 policiais e os dois sacerdotes, na mesma igreja.
A cerimônia foi concelebrada pelo bispo de Bagdá, pelo patriarca Younan, por mar Emmanuel III Delly, da Igreja caldeia, e pelo patriarca Bechara Boutros Raï, da Igreja maronita do Líbano.
Em solidariedade, alguns representantes religiosos muçulmanos também participaram da cerimônia.
A área da catedral foi blindada por homens armados disseminados por todo o perímetro e até sobre o telhado.
Nos muros externos da catedral foram penduradas fotografias gigantes das vítimas e cartazes com frases de condenação à violência e de chamamento à comunidade internacional para que se mobilize contra o massacre das minorias no Iraque. Dentro, o coro da catedral foi decorado com as flores e os paramentos sagrados do dia do massacre; sobre os muros e no teto, ainda se vêem os furos das balas.
O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, em missa celebrada em Roma no dia 30 de outubro, afirmou: “A Igreja e o mundo não podem e não devem esquecer. Devemos recordar, sim, mas para oferecer o perdão e implorar a paz para os vivos e para os defuntos”.
Depois de recordar sua participação no encontro pela paz e pela justiça em Assis, neste 27 de outubro, o prefeito das Igrejas Orientais invocou de novo o dom da paz. “Todas as comunidades sírio-católicas se uniram a nós e, junto com outras muitas comunidades, rogamos que o amor de Cristo vença sempre a morte”.
“Oremos para que o sacrifício destes irmãos e irmãs possa ser semente de paz e de verdadeiro renascimento e para que todos aqueles que se preocupam com a reconciliação, a fraternidade e a convivência solidária encontrem motivo e força para obrar o bem”.
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