segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Palavra do Arcebispo

Arquidiocese de Londrina

Mensagem aos catequistas - 27/08/2011


 Cada ano celebramos o Dia do Catequista. É uma festa justa e rica em significado porque a fé, a religião, a experiência de Deus, a vida da Igreja, está vinculada à catequese. Os catequistas são verdadeiros benfeitores da humanidade porque humanizam as pessoas e o mundo com o evangelho e o seguimento de Jesus. Sem a catequese o mundo seria mais mundano, mais imundo e estaria no submundo. A catequese é fator de civilização da 
humanidade. Ela faz de nós boas pessoas, bons cidadãos, bons cristãos e herdeiros do céu. A catequese é uma escola de valores e de soerguimento social.
As Sagradas Escrituras são catequeses que as famílias e as comunidades transmitiam para as novas gerações. Antes da Bíblia está a catequese, ou melhor, as Escrituras atestam os ensinamentos da catequese, portanto, da tradição da fé. Por isso mesmo a Bíblia é o melhor e insuperável livro da catequese. Uma catequese bíblica arrebata e cativa os catequizandos e os faz discípulos entusiasmados do evangelho. Cada personagem bíblica, cada encontro bíblico, cada página das Escrituras atrai, encanta, convence e transforma o catequizando.
O próprio catequista é chamado a ser uma pessoa que irradia a alegria do amor de Deus, que fascina pelo seu testemunho de fé e amor à Igreja. Eis o catequista discípulo e mestre, profeta e missionário. A catequese para convencer e converter precisa ser atraente, encantadora, jamais aborrecedora. Esta é a catequese de iniciação cristã. Mais que doutrina é experiência, encontro, acontecimento vital.
A catequese é um sacerdócio, um ministério, uma ação sagrada cujas hóstias vivas são os catequizandos. Assim, a catequese é o sucesso de Jesus e do seu reino, é um bem inestimável para a Igreja porque multiplica os cristãos e os qualifica. Catequizamos com oito mãos: as mãos dos pais, dos catequistas, dos párocos, dos catequizandos. Todas as forças evangelizadoras devem estender suas mãos para a catequese porque ela é a raiz, o chão, o fundamento, a matriz da vida cristã. A graça da catequese não é barata, pelo contrário é um tesouro de educação, de evangelização, de salvação e de santificação.
Os nomes dos catequistas estão escritos no céu e no livro da vida. São nomes benditos e inesquecíveis visto que o catequista é pai, mãe, mestre, benfeitor, testemunha e bom anjo que educa o caminho do bem, da verdade, do amor e do céu. No dia 25 de setembro teremos a grande Concentração Arquidiocesana de Catequese. Este é um evento de toda a Igreja. Todos são convocados a rezar, divulgar, valorizar essa festa visto que a família, as comunidades usufruem positivamente desse acontecimento. A catequese é um bem ético e bem social, um bem espiritual e eclesial. Onde há uma boa catequese floresce um sadio humanismo e preciosa colaboração na construção de um mundo melhor.
A pessoa do catequista marca a vida e a fé dos catequizandos. Daí a necessidade de uma sólida espiritualidade, de uma adequada competência e de uma capacidade de criatividade por parte do catequista. Tudo isso contribui para uma catequese atraente e convincente. Mais importante, porém, é a vida de oração e a participação do catequista na vida da comunidade. É a catequese de bons exemplos e do testemunho de vida.
Amar os catequizandos é uma necessidade básica para o catequista. Só os amados amam, só os amados mudam.


Dom Orlando Brandes 
Arcebispo de Londrina

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