Prezados irmãos e irmãs:
“SEDE SANTOS COMO EU SOU SANTO”, diz o Senhor no Livro do Levítico. É uma ordem? Um mandamento novo? Uma sugestão para bem viver a vida? Um desejo Daquele que não possui qualquer mácula? Nós diríamos que é a combinação de todas. Deus nos quer junto Dele, de sua santidade. Sempre quis.
Nunca desejou que nós pecássemos e recebêssemos o salário correspondente - a morte. Mas, para estarmos com Ele, precisamos “lavar e alvejar nossas roupas no sangue do Cordeiro”, como proclama o Livro do Apocalipse. Como se faz? Cumprindo o que Jesus, o Cordeiro de Deus, nos ensinou. Fazendo das Bem-Aventuranças nosso modo de vida, de convivência com os irmãos e irmãs, partilhando, solidarizando.
Quantos irmãos e irmãs estão na “Jerusalém Celeste” por opção, isto mesmo, opção por amar Jesus na íntegra. Viveram intensamente suas vidas de modo diverso. Alguns quiseram imitar o Cristo na sua pobreza, como é o caso de Francisco de Assis; outros o quiseram por seu exemplo de oração incessante, como é o caso de Santa Terezinha do Menino Jesus. Outros ainda se fizeram santos pela dedicação às Sagradas Escrituras, vendo nelas condição indubitável para entender o propósito e a missão de Nosso Senhor, como é o caso de São Jerônimo, Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho. Cada santo é um exemplar único; são irrepetíveis. O Espírito Santo diversifica muito, segundo Sua vontade. Neles vemos estampada de forma muito clara e verdadeira caridade fraterna.
Amigos, ser santo é participar dos sonhos de Jesus, depositar toda a confiança nele e assumir as conseqüências para defender o nome de Deus. É fazer de tudo para corrigir as injustiças, abraçar os mais pobres e marginalizados. Quanto a isso, espelhemo-nos nos exemplos de Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce. Ser santo é proclamar a Palavra de Deus sem hipocrisias, viver intensamente o significado dos sacramentos, com especial dedicação ao batismo, porta de entrada na comunidade. Saciar-se com o pão eucarístico, acreditando que o Senhor Jesus fez-se pão e vinho no meio de nós – “ O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós”.
Ser santo é sentir-se em família na Igreja fundada por Cristo, apesar de todas as suas fraquezas humanas. Amigos, os santos e santas de Deus são uma multidão numerosa nos céus. Nós os veneramos; nunca devem ser adorados. Somente a Deus prestamos adoração, pois somente Ele é o Senhor.
Vocês percebem quantos irmãos e irmãs não participam das missas, pelo menos aos domingos? Quantos católicos somos: 40, 45, 49 mil? Qual a porcentagem daqueles que realmente se fazem presentes ao Templo, para rezarmos e cantarmos louvores? Dez por cento, talvez. Quantos que entendem a celebração eucarística como um momento de partilha, de “comunidade”? Dá para sermos santos assim?
Peçamos a Deus este favor, como o fazemos todas as vezes que rezamos a Oração Eucarística sobre a reconciliação: “Ajudai-nos, ó Deus, a trabalhar juntos na construção do vosso Reino, até o dia em que, diante de vós, formos santos com os vossos santos”.
Excelente semana a todos! Até a próxima!
Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã
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