Caríssimos irmãos e irmãs:
Adentramos Outubro, mês dedicado às missões. Rezemos por todos os missionários, a fim de que sua profissão de fé não esmoreça, mesmo com as diversas dificuldades que podem cruzar seus caminhos. Não são missionários somente os irmãos e irmãs que extrapolaram as fronteiras dos seus lugares de origem para servir aos mais necessitados. Todos nós, batizados, o somos em todos os lugares que estejamos e nas mais diversas atividades que executemos: no ambiente familiar, nos locais de trabalho, nos locais de estudos; enfim, em nosso cotidiano. Resta-nos compartilhar nossas boas experiências e sermos testemunhas do amor que nos redimiu.
As três leituras desse domingo retomam o tema da misericórdia e da justiça. Frente ao amor não correspondido, o que, entre nós, poderia gerar mágoas, com Deus isto não ocorre. Ele não ama como humano. Ele é a fonte do amor e, sendo assim, nos quer a felicidade.
A imagem principal que a liturgia nos apresenta é a da vinha, cultura muito difundida já nos primórdios da civilização humana. Muitas vezes é citada no Antigo Testamento (cf Ex 23,11; Dt 24,21 e Lv 25,3) como símbolo de amor e solidariedade e frequentemente comparada ao povo de Israel. Escolhido pelo Senhor, a partir de Sua promessa feita ao justo Abraão, os hebreus são retratados pelo profeta Isaías como a vinha que, mesmo com todo o cuidado e carinho que o Agricultor celeste a ela dispôs, não produziu boas uvas, isto é, não praticou o direito, a justiça e a bondade. Apesar do texto transparecer, não houve vingança e crueldade como resposta divina. Houve perdão e misericórdia.
Jesus retoma o texto de Isaias, contando a parábola dos vinhateiros arrendatários da vinha de um certo proprietário, fazendo referência à história narrada no primeiro Livro dos Reis sobre a vinha de Nabot (1Rs 21, 1ss). Sutilmente a relaciona com outra parábola: a dos talentos. Recebe-se dons, porém não são multiplicados e repartidos.
No entanto, diferentemente do profeta, sua leitura sugere que Jesus não critica a vinha, isto é, o povo israelita. Seu alvo são os líderes religiosos do seu tempo, os escribas e fariseus, que se diziam senhores da fé do povo.
Atualizemos a Palavra. Vemos alguma semelhança conosco, como “o novo Israel / Igreja (visão de Isaias) ou como líderes de movimentos, comunidades (visão de Jesus)? Quantas vezes aquela estória ecoa em nossos ouvidos, fazendo-nos refletir nossos comportamentos cristãos/religiosos, éticos, ambientais, sociais... Como ignorar, por exemplo, a precária partilha da terra, por sinal, outra alusão à parábola dos vinhateiros? Como ignorar o instável relacionamento entre patrões e empregados ( leia-se as constantes greves que presenciamos).
Certamente, Jesus conhecia muito bem a realidade social de seu tempo. É diferente da nossa?
Qual a nossa resposta à pergunta de Jesus: Quando voltar o dono da vinha, como tratará aqueles agricultores? A resposta dos interlocutores de Jesus … Certamente destruirá aqueles malvados ... será também a nossa? Se esta for, é bom repensarmos nossa fé, pois será incompatível com a essência de Deus. Ele vai muito além da justiça humana; oferece Seu perdão. Resta-nos acatá-lo e torná-lo motivo de nossa conversão.
Ótima semana a todos! Até a próxima!
Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã
Adentramos Outubro, mês dedicado às missões. Rezemos por todos os missionários, a fim de que sua profissão de fé não esmoreça, mesmo com as diversas dificuldades que podem cruzar seus caminhos. Não são missionários somente os irmãos e irmãs que extrapolaram as fronteiras dos seus lugares de origem para servir aos mais necessitados. Todos nós, batizados, o somos em todos os lugares que estejamos e nas mais diversas atividades que executemos: no ambiente familiar, nos locais de trabalho, nos locais de estudos; enfim, em nosso cotidiano. Resta-nos compartilhar nossas boas experiências e sermos testemunhas do amor que nos redimiu.
As três leituras desse domingo retomam o tema da misericórdia e da justiça. Frente ao amor não correspondido, o que, entre nós, poderia gerar mágoas, com Deus isto não ocorre. Ele não ama como humano. Ele é a fonte do amor e, sendo assim, nos quer a felicidade.
A imagem principal que a liturgia nos apresenta é a da vinha, cultura muito difundida já nos primórdios da civilização humana. Muitas vezes é citada no Antigo Testamento (cf Ex 23,11; Dt 24,21 e Lv 25,3) como símbolo de amor e solidariedade e frequentemente comparada ao povo de Israel. Escolhido pelo Senhor, a partir de Sua promessa feita ao justo Abraão, os hebreus são retratados pelo profeta Isaías como a vinha que, mesmo com todo o cuidado e carinho que o Agricultor celeste a ela dispôs, não produziu boas uvas, isto é, não praticou o direito, a justiça e a bondade. Apesar do texto transparecer, não houve vingança e crueldade como resposta divina. Houve perdão e misericórdia.
Jesus retoma o texto de Isaias, contando a parábola dos vinhateiros arrendatários da vinha de um certo proprietário, fazendo referência à história narrada no primeiro Livro dos Reis sobre a vinha de Nabot (1Rs 21, 1ss). Sutilmente a relaciona com outra parábola: a dos talentos. Recebe-se dons, porém não são multiplicados e repartidos.
No entanto, diferentemente do profeta, sua leitura sugere que Jesus não critica a vinha, isto é, o povo israelita. Seu alvo são os líderes religiosos do seu tempo, os escribas e fariseus, que se diziam senhores da fé do povo.
Atualizemos a Palavra. Vemos alguma semelhança conosco, como “o novo Israel / Igreja (visão de Isaias) ou como líderes de movimentos, comunidades (visão de Jesus)? Quantas vezes aquela estória ecoa em nossos ouvidos, fazendo-nos refletir nossos comportamentos cristãos/religiosos, éticos, ambientais, sociais... Como ignorar, por exemplo, a precária partilha da terra, por sinal, outra alusão à parábola dos vinhateiros? Como ignorar o instável relacionamento entre patrões e empregados ( leia-se as constantes greves que presenciamos).
Certamente, Jesus conhecia muito bem a realidade social de seu tempo. É diferente da nossa?
Qual a nossa resposta à pergunta de Jesus: Quando voltar o dono da vinha, como tratará aqueles agricultores? A resposta dos interlocutores de Jesus … Certamente destruirá aqueles malvados ... será também a nossa? Se esta for, é bom repensarmos nossa fé, pois será incompatível com a essência de Deus. Ele vai muito além da justiça humana; oferece Seu perdão. Resta-nos acatá-lo e torná-lo motivo de nossa conversão.
Ótima semana a todos! Até a próxima!
Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã
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