terça-feira, 27 de setembro de 2011

Reino de Deus, busca pela justiça


Amigos e amigas:

Há três ensinamentos para considerarmos e refletirmos nessa semana: Os caminhos e pensamentos do Senhor não são como os nossos; Viver e morrer, o que importa é que seja em Cristo; A justiça divina é superior à humana.

O Papa Bento XVI escreveu recentemente: "É preciso recuperar no nosso mundo e nas nossas vidas a primazia de Deus, porque esta primazia é o que nos permite voltar a encontrar a verdade do que somos, e é conhecer e seguir a vontade de Deus, onde encontramos nosso verdadeiro bem”.

Nascidos sob a pedagogia do pecado, experimentamos não poucas vezes vivenciar nossos acontecimentos somente sob nossos esforços. Por vezes nos iludimos com o sucesso momentâneo de “nossas conquistas”. Daí vem a desilusão. O que antes era bonito, tornou-se feio; o que aparentava fortaleza, tornou-se fraco; o que era portentoso, tornou-se pequeno. Esquecemos que somos frágeis. “...vaidade das vaidades, tudo é vaidade...” escreveu sabiamente o autor do Livro do Eclesiastes.

Por incompreender os desígnios de Deus, culpamo-Lo. Por não fazermos a Sua experiência como se deve, esperamos encontrá-Lo somente nas “grandes manifestações”: terremotos, tempestades, catástrofes diversas...

Sigamos o exemplo do profeta Elias, saibamos perceber a presença do Senhor nas “brisas suaves”, nas pequenas coisas: em uma flor que desabrocha em nosso quintal, ao longo da estrada; no passarinho que nos acorda de manhã; no sorriso de uma criança...

São Paulo, ao escrever aos filipenses, o faz à sua tradicional maneira apaixonada (“ai de mim se não evangelizar”): Quer vivendo ou morrendo, que seja por nosso Senhor e Redentor.

Amigos, vejam que belo exemplo de sentido da vida. Por que desperdiçar nossas vidas com relativismos e consumismos? Por que não a usufruamos com maior dignidade, praticando a caridade, prestando pequenos serviços à comunidade que participamos, auxiliando entidades filantrópicas sérias? Sejamos força positiva no mundo; sejamos partidários da partilha e da Boa Notícia de Jesus Cristo.

O âmago da parábola proferida por Jesus e retratada no Evangelho desse domingo é, sem dúvida alguma, a justiça divina. Tão superior à humana, que chega a ser incompreensível aos nossos corações. Mas, há outras “denúncias” intrínsecas a considerar naquele relato, que nos diz respeito e que ainda não estão resolvidas: a questão social, o desemprego, o lucro abusivo de certos patrões, a supremacia do lucro em detrimento do bem-estar do empregado, muitíssimas vezes mal remunerado. Jesus conhecia muito bem a realidade que se vivia à época e propõe nos dar uma bela lição para hoje. Se é difícil praticá-la é porque também achamos difícil fazer a felicidade do próximo; pois ela diz respeito ao sustento da família e na vida digna para todos.

Moral da história, amigos: Ao nos desprendermos, mesmo que seja devagarinho, de nosso egoísmo inato, caminhamos a passos largos em direção ao paraíso.

Pensemos um pouco!

Ótima semana a todos! Até a próxima!

Padre John Raju Nerella
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz de Ibiporã

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